quarta-feira, 15 de abril de 2009


Sobreviveremos livres e soberanos de nós mesmos

Falhamos, covardemente falhamos, em alimentar o que de podre havia, ao invés de regar as orquídeas que tentavam nascer dentro de nós
Deixamos de cultivar o mundo, deixamos afogar um mundo de incertezas levianas, covardemente exaltadas a cada estupro
da esperança.
Mas saibam eles que ainda somos a maioria, no fim, bem depois, saberemos de tudo, tranqüilos sobre suas faces mortas
Vidros na estrada, como cicatrizes vem cada lembrança sob nuances de dor, acima em algum ponto ausente no acaso realizam-se sonhos
Não negas tua mão e teu perdão, com brilho nos olhos, limpos , de coração ajudemos sem preferir adiar o tempo, pois tempo nenhum nos é suficiente
Estaremos aqui se falhares, com o mesmo velho abraço quente de anos atrás, amizade não se esquece, nem se apaga em nenhuma vida, em nenhum plano
Lados opostos da mesma moeda, irmãos gêmeos de mães diferentes, matéria desencontrada, perdida em algum ponto do universo
Nos veremos tão instantaneamente como a velocidade do sentimento que me faz amá-los.

terça-feira, 17 de março de 2009



Mesmo assim

As voltas com o mundo, alguma parte de tudo, mas sem tomar parte das dores do mundo
O que tens é o que cultivou, o resto somente argumentos depositados sobre desculpas já falidas
Sem adiares seu tempo, sem fujir da tua hora, não tente em vão pular por entre as estrelas
Deixe começar denovo o ciclo que nunca termina, sem buscar entender o infinito, apenas siga

Alguem te olha do outro lado, alguem te olha sem julgar, apenas com amor, o que realmente é só amor
Nossas lembranças é o que estamos fazendo agora, ficar perto até que toda chama seja muito e muito pouco para nos queimar
Não sonho com desfechos cinematográficos, com belas colinas sob um sol moldado em fotografias surreias
Me move o seu amor, me move seus cabelos lisos sobre o peito que acelera e vê realizar pretensões humildes

Te quero paz no lençol, seios de pessêgos a suar desejos não saciados apenas no econtro de mordidas na carne
Te quero amor no café, festas movidas a conhaque e baralhos interminaveis
Te quero porta aberta pra chegar quando sentir fome da sua presença

Até o fim de tudo poder dizer que foi sincero todo amor que dei a cada frase que respirei na tua boca, amor eu te amo.

quinta-feira, 8 de maio de 2008


Deixo a televisão ligada por que talvez acredite que afaste os maus pensamentos, ou até mesmo não me prives esta solidão, tenho andado tão sozinho que os vinte anos de marcas em meu rosto, não se resumem somente a cicatrizes superficiais, o homem de agora, ou o garoto de tempos atras, e essas garrafas quebradas no corredor, os barulhos de corrente, torrencial poderá ser a chuva que vai cair, mas este coração que já não bate e nem apanha, a esse ultimo resta o consolo em goles de conhaque, por que a noite as coisas mudam de lugar.

domingo, 13 de abril de 2008

4511714-md

Corre para dentro, esquiva-se, some, antes de mais pensar adentro some.

Entender o que, ao que os olhos escapa, é tão difícil sendo também disperso,

É que de tão simples parece inútil, mas firma o existir, finca, braceja.

Mas cansa-se, agarra com toda força e fúria, mas depois de algumas horas solta...

Envolta de todo suor, do mármore derretido pelo sol, da água, enfim, morres.

Mas se perguntares dirá que valeu, valente de toda forma, na recíproca das palavras

firmemente sem intervalos respondera, você sabe o que é, da morte entao sabe-se

que é impossível escapar, que seja por ele morrer, o silencio abriu-se no horizonte,

se fez notar o sol, onde há muito todos só se importavam com a poeira envolta no casco

vazio.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

5591arvore

Mordi o mundo com um cachorro sedento por carne fresca.

A só eu sei como agarrei aquele osso, precipitado então busquei

o que preenchesse aquele buraco.

Sabe, aquele buraco que fica mais ao centro do peito.

A só eu sei, que vazio incerto, num acaso precipitado,

agarrado no correto, no brando, naquele amargo, simples,

complexo que arde fazendo pulsar no cérebro o lamento preciso,

como os tiros em direção a vaidade, que de vaidade,

se fez perverso, canalha narcisista.

Mas era, era sim, forte, puro, algum ser correto

que recolhido na sua humildade lhe reservara o tudo de apenas

ali concentrar alguns poucos esforços para se amar.

Ama-se sim, porque se sabe que até uma cenoura vicia,

então se a pobre cenoura recolhida a sua existência singular vicia,

o que dizer daquelas coxas, que soltava vida a toa,

que respira o ar que não preciso, que muda o ciclo,

que me resume a uma casta sensação de tesão.

A ela apenas o saber de que neste mundo não se pode ter tudo,

Ser tudo de uma só vez, o oposto de nossos mundos me inibe

Atrás das fileiras covardes que não deixam sobreviver com a dignidade

tão almejada, nos sonhos que aqueles comprimidos perdoaram, sentir talvez

o cheiro de palavras açucaradas que me deixam ficar uma vez mais,

deixar sangrar as feridas que fizestes a si mesmo, então necessário é

extingui-la, mas no fundo só queres salvar espécie rara com serio

risco de poeira virar.

Sentar-se ao lado de uma jabuticabeira, sujar com fumaça de cigarro

o ar poético que te remete a tudo que és, ou pensa ser um dia, quem sabe

não tão inalcançado assim, privar as bandeiras de um luta sem mortos,

mas nem por isso batalha menor, por que pra sofrer se sabe há muito

que alterações físicas não necessita, quer dor aos olhos precisa ser vista

pra ser considerada dor?

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Mãos entendidas

No instante que respirou, curvou-se diante dela, que sabias apenas dela, é que era ela

O mundo distante era presente, assim como era também aquelas mãos, as suas mãos

Disse:

- Aqui, no centro dessas duas minhas mãos Senhor, vi vida, dei vida, enfim, é tudo que sou.

Numa respiração mais funda o prazer se perdeu no sexo que ainda não encontrou pernas certas

Muda o silencio que tortura, dando, ao mesmo tempo rasgando pra escalpar a carne que é só carne

Cuspindo no ódio que te traz vida, balança há tempos pensa para o lado do desequilíbrio, que é só vida, enfim.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Feliz Natal


Que queima de fogos de Copacabana o que, a queima de fogos aqui da vila é que é linda.

Primeiro pela superação para comprar os fogos, por que aqui, não tem prefeitura pra comprar não.

Aqui é suado, sabe suor?

Aquela água com odor diferente que escorre pelo seu corpo depois de ralar sob o sol quente que derrete até mármore.

Aqui sim, a queima de fogos vale realmente a pena.

Pode não ser de dezesseis minutos com uma vista pro mar e todo seu horizonte, que Dona Natureza, caprichosamente colocou cada detalhe, um de cada vez.

Mas tem a lua, tem as estrelas que ficam mais fácil de ver com a má iluminação publica, então fica meu agradecimento a vocês senhores gestores desse país, obrigado pelo descaso, por que só nos mostra que somos capazes de sobreviver sem ajuda, mas tomem cuidado com a velha lei do retorno, o mau que nos fazem, as feridas que deixam nas veias desse país, é um dia em vocês que vai sangrar.